Eu continuo ávido de conhecimento, mas não deixo que esta avidez me distancie do vivido. Não precisamos saber tudo... precisamos sim viver tudo intensamente, pois é justamente esta vivência que será capaz de nos propiciar o entendimento do novo que se apresenta.
Não me envergonho de ser um eterno aprendiz como diz o poeta. Alguém eternamente em construção... Já fui um garimpeiro, já fui um livreiro..."hoje trago apenas uma pedra no meu peito, não sou mais um sonhador...chego a mudar de calçada, quando aparece uma flor... e dou risada de um grande amor" (Chico Buarque)... Será?
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Da vantagem de ser ignorante...
Uma das grandes vantagens de se ser ignorante, é a possibilidade de ao tomar contato com algo novo, ter o privilégio do extasio. Ao ser atingido por um petardo digno de um tomahawk meu coração pode ter se despedaçado, mas ao mesmo tempo fui levado a querer conhecer um autor que desconhecia e fiquei em êxtase diante da obra de um filósofo que nos lê de uma forma linda.
Eu continuo ávido de conhecimento, mas não deixo que esta avidez me distancie do vivido. Não precisamos saber tudo... precisamos sim viver tudo intensamente, pois é justamente esta vivência que será capaz de nos propiciar o entendimento do novo que se apresenta.
E obrigado a você, moça do cabelo cacheado, por estar do meu lado segurando as minhas mãos, quando o coração as faz tremer...
Eu continuo ávido de conhecimento, mas não deixo que esta avidez me distancie do vivido. Não precisamos saber tudo... precisamos sim viver tudo intensamente, pois é justamente esta vivência que será capaz de nos propiciar o entendimento do novo que se apresenta.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Ensaio de uma eterna despedida...
Sinto olhar pra você como o solitário na beira do cais olha o navio que em toda a sua opulência fica pequeno, pequenino até sumir no horizonte. Você, meu navio imenso, parece dizer por meio do aceno de mão que já é hora de dizer adeus. Eu, solitário na beira do cais, pareço responder com outro aceno pesado. Todas as suas viagens, todas as suas embarcações,as tempestades que passou, os acidentes que causou, todo o mar que te acolheu, é pra tudo isto que eu digo adeus.Não houve rupturas bruscas, a cada dia passado eu fui entendendo que toda a sua opulência sumiria no horizonte. Hoje, ainda olhando o mar, eu percebo que o céu se funde às águas e que há só um pontinho andando para longe...muito longe. Amanhã ou depois, eu vou virar as costas e abandonar o cais. Não será tarde...será no meu tempo. E caminhando passos lentos, vou rumar para o desconhecido...talvez um novo cais. Sei que você, navio errante, vai continuar andando por outras águas...suas águas. Não pense que é abandono. Há nos meus olhos uma derradeira lágrima, pesada, calejada, que circunda meus olhos e enxagua meu coração.Isto quer dizer que meu adeus é doloroso, e meu olhar mareado vai continuar de outra forma, a te ver indo embora.
(Hoje só repliquei um texto, nesta infindável despedida)
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(Cíntia Cristina)
domingo, 11 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Uma pássara do agreste...
De tanto conviver com o desencanto, é salutar encontrarmos por estas matas cerradas do cotidiano, mesmo estas tão virtuais, uma pássara que a única forma de interação que tenho com ela é ouvir o seu trinar (na verdade fiquei em dúvida se era piar, trinar ou chilrear) tão esparso, mas que enche de cores estas folhas tão em branco do meu caderno.
Mas nunca sei quando ela irá aparecer... são voos rasantes, efêmeros, mas que derramam sobre todos nós imagens tão maravilhosas que colorem nosso dia-a-dia e mesmo quando esparrama nuvens meio em tons de cinza, ao tocarem nossas páginas as aquarelam lindamente, como se fossem bisnagas de arco-iris.
Mas nunca sei quando ela irá aparecer... são voos rasantes, efêmeros, mas que derramam sobre todos nós imagens tão maravilhosas que colorem nosso dia-a-dia e mesmo quando esparrama nuvens meio em tons de cinza, ao tocarem nossas páginas as aquarelam lindamente, como se fossem bisnagas de arco-iris.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Cortina de indiferença
Ao contrário das suas dúvidas, eu tenho certeza que estou te vendo...mas ao mesmo tempo, sou levado a disfarçar, como numa cortina de indiferença, e faço de conta que você nem existe para mim!
Ao contrário do que você acha...sou muito mais fluido que concreto e tenho vivido muito mais num espaço indefinido que com os pés no chão... não podendo realmente segui-la sequer.Sei que nossos caminhos não se encontram, hora nenhuma, mas por laivos de tempo, como num sonho, faço de conta de que tudo pode ter um final feliz!!! (Afinal, é você quem diz que só nos sonhos a nossa história pode acabar bem).
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Uma nova canção...
Eu me declaro um invejoso.
Tenho inveja (se é que existe inveja boa) do talento de algumas pessoas em colocar numa folha em branco ou numa pauta, as emoções sentidas num determinado momento.
Eu não conhecia esta música do Lenine e ontem ao ouvi-la tive um momento de abdução, como se tomado completamente por ela.
Nada mais existia a não ser o mergulho profundo nesta paz sugerida por ela...
Como se ela pudesse realmente...tocar você!
Tenho inveja (se é que existe inveja boa) do talento de algumas pessoas em colocar numa folha em branco ou numa pauta, as emoções sentidas num determinado momento.
Eu não conhecia esta música do Lenine e ontem ao ouvi-la tive um momento de abdução, como se tomado completamente por ela.
Nada mais existia a não ser o mergulho profundo nesta paz sugerida por ela...
sábado, 15 de setembro de 2012
Dos 350
Há exatos 350 dias atrás, estabeleci um propósito para a minha vida e hoje eu comemoro o pré-aniversário desta decisão. Nada grandioso, mas que envolve uma disciplina comigo e com minhas angústias...
Em alguns momentos foi duro, mas nada que eu não pudesse aguentar.
E agradeço a você em especial figurinha por ter sido o estopim desta decisão.
E este dia de sol irradiando nosso plexo faz-me sentir que outros 350 dias virão.
Que este fim de semana e este "restinho" de ano sejam de crescimento e agradecimento a todos nós.
Em alguns momentos foi duro, mas nada que eu não pudesse aguentar.
E agradeço a você em especial figurinha por ter sido o estopim desta decisão.
E este dia de sol irradiando nosso plexo faz-me sentir que outros 350 dias virão.
Que este fim de semana e este "restinho" de ano sejam de crescimento e agradecimento a todos nós.
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